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Espiga Pinto

Mapa da Memória Lusíada/Canto II
Serigrafia sobre papel, nº 183/200
Dimensão da mancha: 33 x 33 cm
Dimensão total: 62 x 82 cm
1989

100,00

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Descrição

José Manuel Espiga Pinto nasceu em Vila Viçosa, em 1940. Um dos maiores artistas plásticos do século XX nacional, enquadra-se na terceira geração de modernistas portugueses. Além da pintura, disciplina dileta, cultivou também o desenho, a escultura, a gravura e a medalhística. No final dos anos 1950, realizou a sua primeira individual na Galeria Pórtico, em Lisboa, na mesma altura em que frequentou a Escola Superior de Belas-Artes de Lisboa, tirando o Bacharelato em Escultura e complementando os estudos com uma Bolsa de Especialização em Pintura da Fundação Calouste Gulbenkian, que lhe permitiu viajar pela Europa entre 1973 e 1974, com estadias em cidades como Paris, Munique ou Estocolmo, onde percorreu museus e absorveu as correntes vanguardistas da época, mantendo sempre o Alentejo como tema frequente das suas obras. Para a Gulbenkian, faria ainda um grande painel mural para o edifício-sede da instituição, a par com Almada Negreiros, e os cenários do bailado A Dulcineia, com os quais venceu o seu primeiro grande galardão internacional, o Prémio da Bienal de São Paulo, Brasil, em 1973. 

Além da prolixa criação, Espiga Pinto dedicou também grande parte da sua vida ao ensino artístico, tendo sido professor de Desenho no Instituto de Artes Visuais, Design e Marketing (IADE), em Lisboa, de 1979 a 1987, foi membro da Academia Nacional de Belas Artes e sócio da Federação Internacional da Medalha.

O artista tem um vastíssimo currículo de prémios e participações em mostras e coleções um pouco por todo o mundo, incluindo o Museu do Chiado ou o Centro de Arte Moderna José de Azeredo Perdigão, em Lisboa. Também tem esculturas suas em várias cidades, com destaque para o monumento que criou para o Parque Miraflores em homenagem aos 250 anos do Concelho de Oeiras e as suas obras estão presentes em colecções públicas como o CAM – Centro de Arte Moderna da Fundação Calouste Gulbenkian, o Museu de Arte Contemporânea de Lisboa, Museu de Desenho de Estremoz, Museu de Évora ou o Museu de Arte Contemporânea Diogo Gonçalves, em Portimão. Foi ainda distinguido com o Prémio de Pintura da Academia de Belas Artes de Lisboa (da qual foi membro), em 1987, bem como com o Prémio Anual de Imprensa, da Casa da Imprensa, em 1970, o da Embaixada de Portugal em Brasília, em 1973, pela criação de pavimentos ou o Prémio de realização de escultura Marconi, em 1992, com a obra em bronze «Mapa da memória inicial», instalada na Avenida Álvaro Pais, em Lisboa.

Também na medalhística acumulou distinções e vitórias, com relevo para o norte-americano prémio COTY – Coin of the Year, em 2000, pela «Melhor Moeda» Comemorativa do Planeta Terra, e o 1.º Prémio pela moeda comemorativa da «Passarola» de Bartolomeu de Gusmão. Morreu a 1 de outubro de 2014, no Porto.

«No ano de 1969, Mestre José de Almada Negreiros, esteve no atelier de Espiga, no período em que estavam ambos a trabalhar os Painéis Murais para a Fundação Calouste Gulbenkian, e esses diálogos foram para o escultor decisivos, no sentido artístico/plástico da sua carreira, porque foi a partir dessa data, que Espiga nunca mais deixou de executar “Mapas da Memória passada, presente e futura”. Para Espiga Pinto a geometria é um pilar para a sua obra e simultaneamente para o universo tanto no microcosmos como no macrocosmos. Insiste o escultor, afirmando: “A geometria está em nós, nos nossos gestos, na nossa mente e na arquitectura do universo”», em Lisboa Património Cultural