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Francis Smith

Sem título
Óleo sobre tela
Dimensão: 27 x 19 cm
Dimensão com moldura: 62 x 55 cm

Nota: Prof. Dr. Jorge Gonçalves da Costa, membro do Instituto de História de Arte da Universidade Nova de Lisboa, e curador da exposição Francis Smith, certifica a autenticidade da obra.

Nota: até ao final do ano, o Clube Rastro tem uma prenda muito especial para todos os compradores de obras originais apresentadas no site do clube: na compra deste original, recebe de imediato a oferta da serigrafia de Alfredo Luz, “Fernando Pessoa”! Veja a obra aqui.

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Descrição

Francis Smith nasceu em 1881, em Lisboa. Estava destinado a seguir a carreira militar, já que o seu pai e o seu avô eram oficiais da Marinha. No entanto, as suas aptidões para o desenho foram detetadas pelos seus primeiros mestres, José Ribeiro Júnior e Constantino Fernandes. Estes aconselharam o pai de Francis Smith a deixá-lo ir para Paris. Nesta cidade conhece Eduardo Viana, Emmérico Nunes, Amadeo de Souza-Cardoso, entre outros artistas, integrando-se rapidamente na vida de Montparnasse, acabando mesmo por casar, em 1911, com uma escultora francesa, Yvonne Mortier. Em 1907 o pai de Francis Smith recebe uma carta assinada por muitos artistas portugueses que viviam em Paris, testemunhando o mérito do seu filho. Convencido, o pai passou a oferecer uma pensão que permitiu a Francis Smith dedicar-se inteiramente à sua arte sem grandes preocupações de ordem económica.

Naturalizou-se francês, mas permaneceu sentimentalmente muito ligado a Portugal e à família, tornando-se um pintor de recordações da terra em que nasceu. Paisagens, recantos de cidades, cenas populares. No meio das mais diversas pessoas representadas, ou nalgum recanto, aparece com muita frequência, de quadro para quadro, uma figura humana, de fato preto e camisa branca, chapéu inclinado: é a representação do pai do pintor, em homenagem comovida a quem oportunamente o auxiliou.

Com pequenos traços enovelados, com que forma por vezes texturas rendilhadas, surgem desenhos de pedras, de folhagens, de pessoas em suave vibração. A cor é pura, entre o impressionismo e o fauvismo, aproximando-se das conceções de Bonnard. Na sua obra não existe rigidez de contornos, mas sim o gosto pelos planos de cor rebatidos, pela utilização de pequenas pinceladas, não para efeitos impressionísticos de luz, mas para tornar mais apetecível o contacto com a matéria, desse modo animada.

Nunca nas suas pinturas se representam dramas, mas ambientes moderadamente festivos, uma vida quotidiana feita de doçura e serenidade. Francis Smith morreu em Paris em 1961, cidade onde se formou a Association des Amis de Francis Smith, em 1962, que lhe organizou uma exposição retrospetiva da sua obra no Musée Galliéra (1963) e todos os anos atribui um Prémio Smith.