Silvio Fiorenzo

Silvio Fiorenzo, Amália, Serigrafia sobre papel

Clube Rastro lança “Amália” em serigrafia

O “Fado Animado” de Silvio Fiorenzo

Uma Amália madura atua no centro do quadro, quiçá a cantar “O Senhor Extraterrestre”, um maxi-single de 1982 em vinil “amarelo” cuja capa ostentava uma banda desenhada repleta de extraterrestres a interagir com uma Amália estilizada.

Curiosamente, em 1984, foi o “mundo animado” de Fred Astaire que salvou a fadista; na altura, Amália, ao descobrir que tinha um cancro, rumou a Nova Iorque com a ideia fixa de se suicidar; felizmente, no seu quarto de hotel, viu obsessivamente os filmes de Fred Astair e abandonou o intento…

Todas as personagens que pululam por esta “Amália” parecem ter um “fado”: Asterix e Obelix fogem dos inefáveis romanos; a Pantera Cor-de Rosa contracena com Frank Sinatra num improvisado Rat-Pack; Calvin charla animadamente com o seu tigre Hobbes, tão real como um urso de peluche; o invisual Ray Charles entusiasma-se com a bela Margarida, eterna namorada do Pato Donald…

No mundo imaginário do Mestre Silvio Fiorenzo, a “ficção sobrepõe-se à realidade: as personagens só existem na película, nela se movem e nela enfrentam dramas e tragédias; mas, também, legitimam a nossa fantasia de podermos viver num mundo que, se fosse assim, uma mistura de cor e preto-e-branco, teria mais graça. Apague-se, então, a luz da galeria e, como no cinema, deixe-se que o olhar se comprometa com a justa dimensão humana, na qual nada é impossível” (nas palavras do escritor António Tavares).

O Clube Rastro tem o privilégio de editar a nova serigrafia do Mestre Silvio Fiorenzo (Itália, 1950), um professor de Belas-Artes, escultor, pintor, publicitário, desenhador de banda desenhada, com obra espalhada por todo o mundo, nomeadamente nos Estados Unidos, Argentina, Espanha, etc.

Esta “Amália”, dada a profusão de personagens, acabou por ser “serigrafada” utilizando muitas cores, 32 no total (quanto mais cores mais dispendiosa se transforma a produção da serigrafia). A serigrafia foi realizada em papel de alta qualidade (Modigliani 320 grs) pelo Mestre serígrafo António Moreira.

Compre já esta extraordinária “Amália” de Silvio Fiorenzo e deixe-se seduzir por este “fado” onde é possível “viver num mundo que, se fosse assim, uma mistura de cor e preto-e-branco, teria mais graça”.

Veja a “Amália” de Fiorenzo aqui.