Descrição
Damien Hirst (Bristol, 1965) é um artista britânico ligado à assemblagem, à pintura e à arte conceptual. A sua obra aborda temas como a morte, a beleza, a fragilidade humana e a relação entre ciência e mortalidade. Tornou‑se uma figura central dos anos 1990, sobretudo pelas peças que apresentam animais conservados em formaldeído. Tal como Marcel Duchamp, recorre a objetos prontos para questionar os limites da arte. Em 1995 recebeu o Turner Prize.
Cresceu em Leeds e mudou‑se para Londres no início dos anos 1980. Estudou no Goldsmiths College, onde organizou a exposição Freeze, que lançou os Young British Artists. A partir daí ganhou notoriedade com instalações que incluíam insetos vivos, borboletas e animais em vitrines, sempre com títulos que reforçavam a sua reflexão sobre a mortalidade.
Ao longo da carreira, produziu pinturas feitas por máquinas rotativas, modelos anatómicos de grande escala, armários com medicamentos e obras icónicas como For the Love of God, um crânio em platina coberto de diamantes. A sua prática dialoga com o minimalismo e com artistas como Jeff Koons, que também exploram o uso de objetos industriais e equipas de produção.
Em 2008 voltou a desafiar o sistema ao leiloar diretamente as suas obras, arrecadando mais de 200 milhões de dólares. Em 2017 apresentou Treasures from the Wreck of the Unbelievable, uma instalação monumental que simulava o resgate de artefactos de um naufrágio fictício.
Hirst participou em inúmeras exposições individuais e coletivas, incluindo retrospetivas no Museo Archeologico Nazionale de Nápoles (2004) e na Tate Modern (2012). Também escreveu livros, colaborou em projetos musicais, desenhou espaços e experimentou o cinema.



