António Saura

Sem título
Serigrafia sobre papel
Dimensão da mancha: 25 x 49 cm
Dimensão com moldura: 46,5 x 70,5 cm

Nota: serigrafia original de António Saura publicada na revista de artes plásticas n. 6 do grupo KWY. 
Entre 1958 e 1963, Lourdes Castro, René Bèrtholo, José Escada, Gonçalo Duarte, João Vieira, Costa Pinheiro, Jan Voss e Christo, editaram uma revista de carácter artesanal e experimental, onde a arte se mesclava com a crítica de arte e a poesia. Para além dos relevantes artistas do grupo KWY, estas publicações contaram com a participação de outros renomados artistas, como Arpad Szenes, Vieira da Silva, Mimmo Rotella, Corneille, Rafael Soto, Jean Tinguely, Alechinsky, Arman, António Saura, Erró e Jorge Martins.
Estas revistas do KWY são obras raras e valorizadas, muito procuradas em Portugal e no estrangeiro.

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Descrição

António Saura nasceu em Huesca. Entre 1936 e 1939 viveu em Barcelona, Valência e Madrid devido à Guerra Civil Espanhola. Depois desse período regressou a Huesca, onde permaneceu mais um ano, antes de voltar novamente a Madrid.

Doença e início da actividade artística

Em 1943 contraiu tuberculose. A doença obrigou‑o a várias operações e a permanecer imobilizado durante cinco anos. Durante esse tempo começou a pintar e a escrever de forma autodidacta. Quando recuperou, apresentou a sua primeira exposição em Saragoça, em 1950. Dois anos depois expôs em Madrid e publicou o seu primeiro livro poético, Programio.

Paris e o grupo surrealista

Entre 1954 e 1955 mudou‑se para Paris. Aí integrou o grupo surrealista e, em 1957, apresentou uma exposição na Galérie Stadler. Esta fase marcou o início da sua afirmação internacional.

Regresso a Madrid e o grupo El Paso

Em 1957 regressou a Madrid e tornou‑se um dos fundadores do grupo El Paso, que liderou até 1960. Nesse período conheceu o crítico Michel Tapié, figura importante na sua carreira. A partir de 1960 começou a afastar‑se da pintura exclusivamente a preto e branco. Aproximou‑se da cor e iniciou também a produção de esculturas. No mesmo ano recebeu o Prémio Guggenheim em Nova Iorque, o que reforçou a sua presença nos principais museus europeus e americanos.

Viagens, novas técnicas e expansão artística

A partir de 1966 viajou várias vezes para Cuba, onde encontrou novas fontes de inspiração. Em 1968 participou no Congresso Cultural de Havana. Nesse mesmo ano abandonou o óleo sobre tela e dedicou‑se, durante cerca de dez anos, à pintura sobre papel. Nas décadas seguintes explorou outras formas artísticas, como a escultura, o vitral, o grafismo e a pintura mural. Entre as obras mais relevantes desse período destacam‑se a Crucificação (1965), na igreja de San Tomaso em Amesterdão, e Senza centro (1968), no Museo de la Revolución de Havana.

Últimos anos e legado

António Saura faleceu em Cuenca, em 1998. Actualmente, as suas obras encontram‑se em importantes museus internacionais, incluindo o Musée Picasso em Antibes, o Centre Pompidou em Paris, o Städelsches Kunstinstitut und Städtische Galerie em Frankfurt, a National Gallery e a Tate Modern em Londres, o Museo Nacional Centro de Arte Reina Sofía em Madrid, o Museu Guggenheim e o Metropolitan Museum of Art em Nova Iorque.